A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) foi fundada em 1960 e é composta por 35 países com sede em Paris. Ela foi criada com o objetivo de ajudar os países da Europa a se recuperarem dos danos causados pela Segunda Guerra Mundial. Depois que isso foi alcançado, outros objetivos foram traçados como buscar o desenvolvimento econômico e criar mecanismos para aumentar o emprego.

O envolvimento do Brasil

Apesar de ter sido, inicialmente, uma organização voltada para os países europeus, hoje, nações de diversos continentes fazem parte da OCDE como o Canadá e os Estados Unidos. E em maio desse ano o Brasil decidiu formalizar o pedido para entrar na organização.

Segundo a indústria brasileira, há muitas vantagens em aderir à OCDE como:

  • mais modernização;
  • melhor governança;
  • alinha o nosso sistema a melhores práticas internacionais;
  • dá mais chances ao Brasil de participar da elaboração de regras globais que influenciam na economia e diversas empresas dentro de fora do nosso país;

Há algum tempo o Brasil já tem relações com a OCDE. Por exemplo, em 2007 nós passamos a ter um maior engajamento dentro da organização o que já demonstrava uma certa facilidade para fazer parte no futuro. É uma parceria forte – já há 26 instrumentos legais da organização atuando em território brasileiro – e que vem sendo duradoura. Nós somos bastante ativos na organização sendo um dos mais atuantes entre os países não membros.

Para que o Brasil se torne um membro efetivo, é necessária a aprovação dos 35 países que fazem parte da organização. Devido à grande interação já existente entre o nosso país e a OCDE, a expectativa é que essa aprovação chegue ainda em 2017. Para fazer realmente parte como país-membro, é necessário passar por uma avaliação rigorosa em políticas públicas.

Por que essa participação é necessária

É muito importante e quase urgente essa regulação em governança no nosso país. A governança está diretamente relacionada à eficiência e transparência que uma empresa precisa ter e essa regulamentação precisa ser clara. São dados importantes para que governos e outras empresas possam avaliar os riscos e a taxa de retorno caso queiram investir em um negócio.

A nova economia do século 21 mostra diversos desafios que, sem a ajuda técnica e a experiência necessária, o Brasil demorará para enfrentá-los. Com a participação do nosso país nessa organização, todas as empresas terão que seguir as regras impostas. Assim, melhores práticas passarão a fazer parte do nosso desenvolvimento econômico.

Outro grande benefício é que as empresas brasileiras passam a ser vistas com bons olhos e mais seguras para aplicar capital estrangeiro. Essa confiança dos investidores foi perdida durante a crise financeira e a aceitação da OCDE pode reverter esse quadro mais rapidamente.

Um caminho inevitável

Devido à grande participação do Brasil no comércio internacional e ao seu potencial econômico, aderir à OCDE é um caminho natural e inevitável ao nosso crescimento como nação. As reformas que acontecerão caso a adesão ocorra, já é necessária em diversas áreas. Isso conseguirá aumentar a nossa competitividade no mercado e também a produtividade nas indústrias e empresas brasileiras.

Por Robson de Andrade – CNI

Em favor da adesão do Brasil à OCDE, Robson de Andrade CNI